Pular para o conteúdo principal
Felizmente, ou não, eu não acredito mais nessa história de que a gente recebe tudo o que oferece.
NÃO ACREDITO.
Fico por vezes me perguntando, quando e em que fase da minha vida eu ofereci tudo o que ando recebendo.
Não quero parecer a certinha, sei que não sou. Sei que já pisei na bola com muita gente, sei que fui filha da puta também, mas sei também que isso eu nunca fiz.
Tenho muito a escrever... mas ultimamente as palavras são bloqueadas pelo meu olhar.
Elas não saem...
permanecem dentro de mim
e se torcem
e se remoem
e se debatem...
e não saem, não se organizam para vir pra fora e transformar-se em frase.
Quero conseguir escrever tudo o que ando sentindo... e não estou conseguindo.
No entanto, fico feliz em saber que NÃO ACREDITO que recebamos tudo aquilo que andamos oferecendo...
Isso é um desabafo incompleto....

Comentários

  1. Gostaria de me dar a liberdade e pedir sua permissão para comentar este seu último post no blog.
    Acreditar no que recebemos é dolorido por não entendermos, mas .. por dificil que seja, tem um proposito, um acaso, um motivo q ainda não foi-te revelado Camila, por isso a Paciencia é um amadurecimento no sofrimento.
    Compreenda e supere. Bjos

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Serviço, Trabalho, Profissão (Camila de Jesus)

Eu não entendo essa história de que as pessoas dizem que não fazem o serviço direito por causa do salário que recebe. PORRA! Você aceitou isso quanto entrou. Sabia o que seria... Fico realmente impressionada com essas observações pós contratação: "Se o profissional de RH o contratou para sua área, você mais do que ele (muitas vezes) sabe quais são as dificuldades da sua profissão, a profissão que você escolheu: VOCE ESCOLHEU!!!! Não adianta querer jogar a culpa em cima de outras pessoas. RECLAMAÇÕES? Sim, sim... elas podem existir, alias, DEVEM existir. Ninguém deve abaixar a cabeça e se conformar com tudo o que nos é imposto. Temos livre arbítrio, no entanto devemos também saber que nem sempre (NEM SEMPRE) as nossas opiniões (que por vezes estão certas) serão levadas em consideração... Triste isso?! Sim, triste... mas ai a culpa já não é sua. Ouvi agora pela manha um reportagem sobre os médicos do Rio de Janeiro... (esse desabafo foi só o estopim, para colocar no papel tudo...

Aprendi com os aprendedores (Camila de Jesus)

Me lembro como se fosse hoje o meu último ano de aula no Hugo. A 8ª B... minha sala, meus amigos... aquela escola imensa, aquele longo e largo corredor, as cadeiras do lado de fora, pra tomar o "banho de sol" na hora do intervalo. Foi um período tão tranquilo. Lembro-me que eu tinha uma blusa roxa, que eu adorava e entre tantos dias, ela era a que eu mais usava, entretanto as vezes nem estava tão frio para aquilo... Me lembro das aulas do Altair (Ow boy!!!), do Rubens (...os australopitecus), da Marcia (descubra o valor de X e Y, na equação que segue...), do Sinval (...é a Inércia, galerinha, é a Inércia!), da Luciana (tudo culpa do sujeito da frase. Quem é mesmo o sujeito da frase?!). Lembro das aulas de Educação Física (volei para as meninas e futebol para os meninos O ANO TODO!!! ) Lembro que neste ultimo ano, me apeguei muito as pessoas, mas todo dia era um dia de despedida... no ano seguinte, eu não mais estaria ali. Entre tantos horarios para estudar, ali não ficar...

Quem somos? (Camila de Jesus)

Quem somos e pra onde vamos? Para nós mesmos, quem nós somos? Dividimo-nos em vários. Somos estudantes, trabalhadores, filhos, pais, consumidores, vendedores, congregados, amigos, namorados... e as vezes só um a mais no meio da multidão. Somos em diferentes lugares, pessoas diferentes, em casos isolados. Mas o que nós gostariamos de ser? Para uns gostariamos de ser a amiga, para outros a namorada, para outros gostariamos de ser a mãe, para outros ser o lado profissional, outros "o da balada", para outros queriamos não ser nada... mas somos. Por vezes, temos crises de identidade. Não sabemos qual é o papel que estamos a desenvolver na vida dos outros e é triste saber que não somos nada pra alguém quando na verdade gostariamos de ser pelo menos uma virgula... Precisamos saber quem somos. E para saber é preciso que nos falem. Precisamos saber que papel estamos ocupando para poder desenvolve-lo. Ser algo, alguém ou alguma coisa é extremamente importante. Importante aos outros, ma...